Foto: Reprodução
A condenação dos responsáveis pelo assassinato de Raquel Cattani, de 26 anos, marcou o encerramento de uma das etapas mais aguardadas pela família e pela sociedade. Na madrugada desta quinta-feira, após o fim do julgamento, o deputado estadual Gilbert Cattani, pai da vítima, falou com a imprensa e descreveu a decisão do júri como um alívio parcial, ressaltando que a dor da perda permanece.
Os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde foram condenados a penas que, somadas, chegam a 63 anos de prisão, ambas em regime fechado. Romero, ex-marido de Raquel, recebeu a pena máxima de 30 anos, enquanto Rodrigo, apontado como executor do crime, foi condenado a 33 anos.
Durante a entrevista, Gilbert Cattani destacou que a sentença representa mais do que punição individual. Para ele, o resultado simboliza a resposta do Estado diante de um crime que abalou profundamente a família e chocou a comunidade. “É um alento. Uma sensação de que vão, pelo menos, pagar um pouco daquilo que fizeram de mal à sociedade e à nossa família. É um capítulo que se encerra, mas a dor não se encerra”, afirmou.
O parlamentar também fez questão de reconhecer o trabalho das instituições envolvidas no processo. Ele elogiou a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Defensoria Pública, ressaltando que o conforto da família vem da forma como a Justiça foi aplicada. Ao comentar críticas recorrentes ao sistema, esclareceu que suas observações se referem à legislação penal e não aos profissionais que conduziram o julgamento.
O júri popular, presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkosk, analisou provas técnicas, depoimentos de testemunhas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa. Por unanimidade, os jurados reconheceram que Romero foi o mandante do crime, com pleno conhecimento da emboscada e do feminicídio, enquanto Rodrigo foi responsabilizado pela execução do assassinato, ocorrido durante o repouso noturno da vítima.
Raquel Cattani foi morta a facadas dentro de sua residência, localizada na zona rural de Nova Mutum, em 18 de julho de 2024. Conforme a acusação, o crime foi planejado pelo ex-marido e executado pelo cunhado, em um episódio que reforçou o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de respostas firmes do sistema de Justiça.
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