Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil de Mato Grosso desferiu um golpe estratégico contra o crime organizado na manhã desta terça-feira, 28 de abril, ao deflagrar a Operação Fracta. A ação tem como foco principal desarticular uma facção criminosa que vinha instaurando um cenário de violência em Peixoto de Azevedo e cidades vizinhas. Com o apoio de unidades de elite de Sinop, Alta Floresta e da Polícia Civil do Acre, os agentes cumprem 24 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e prisões preventivas, autorizados pela Segunda Vara da Comarca local.
O centro das investigações revelou uma estrutura sofisticada, que funcionava como um braço de inteligência do grupo criminoso. De acordo com o inquérito conduzido pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, os investigados operavam um sistema de monitoramento detalhado de rivais, que incluía o levantamento de endereços, registros fotográficos e a qualificação completa dos alvos. Além disso, a célula era responsável pela logística pesada, providenciando o armamento e os veículos que garantiam a mobilidade dos executores nas áreas de disputa territorial.
A dinâmica dos crimes era dividida em etapas rigorosas, onde as informações colhidas pela inteligência eram repassadas a um núcleo específico de "mercenários". Estes integrantes eram os responsáveis diretos pela execução dos homicídios planejados pela cúpula da facção. Entre as ações atribuídas ao grupo, constam duas tentativas de homicídio ocorridas nos meses de maio e junho de 2025 contra dois jovens, de 19 e 20 anos, motivadas pela rivalidade entre grupos criminosos que disputam o controle da região.
O delegado responsável pelo caso, Thiago Barros, enfatizou que o objetivo central da operação é restabelecer a ordem pública e a sensação de segurança para a população. Segundo a autoridade policial, a prisão desses integrantes e a apreensão de materiais ilícitos são passos fundamentais para quebrar a capacidade operacional da facção. Barros destacou ainda que a ação reforça o compromisso institucional de combater de forma qualificada as organizações que tentam se estabelecer no interior do estado.
Curiosamente, o nome da operação, "Fracta", carrega uma simbologia extraída de conversas interceptadas entre os criminosos. O termo em latim, que significa "quebrada", foi escolhido para contrapor a gíria utilizada pelos suspeitos de que a "engrenagem não para". Ao batizar a ofensiva desta forma, a Polícia Civil sinaliza a interrupção deliberada do processo de violência incessante promovido pelo bando, cortando o fluxo de execuções que vinha sendo planejado.
A Operação Fracta não é uma ação isolada, mas parte integrante do planejamento estratégico da Polícia Civil para o ano de 2026. Ela está inserida na Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, que visa sufocar o crime organizado em todo o território mato-grossense. O trabalho conta ainda com a articulação da Renorcrim, rede ligada ao Ministério da Justiça, que une forças policiais de todo o país para oferecer uma resposta unificada, precisa e rigorosa contra as grandes estruturas criminosas.
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