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Justiça determina isolamento em regime disciplinar diferenciado para Edgar de Oliveira; magistrado aponta risco elevado à segurança pública após apreensão de 13 celulares.
A Justiça de Mato Grosso impôs uma derrota estratégica ao detento Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 136 anos de prisão pela chacina que vitimou sete pessoas em um bar de Sinop. A decisão do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a transferência imediata do reeducando para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). A medida é uma resposta direta à descoberta de um arsenal de comunicação ilegal escondido sob a estrutura de concreto da cela ocupada por ele na Penitenciária Central do Estado (PCE).
A operação, conduzida pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR), revelou um esquema de ocultação sofisticado. Ao todo, 13 aparelhos celulares, além de carregadores, cabos e fones de ouvido, foram encontrados em compartimentos improvisados. Para o magistrado, a quantidade de material e a natureza do esconderijo não deixam dúvidas sobre a intenção de manter articulações externas indevidas, o que configura uma afronta direta aos mecanismos de controle estatal e um risco concreto à ordem penitenciária.
Com a inclusão no RDD, o cotidiano de Edgar sofrerá restrições severas, incluindo o isolamento em cela individual e visitas rigorosamente monitoradas. Embora a defesa tenha tentado contestar a legalidade da apreensão, o Ministério Público endossou a sanção, classificada como necessária diante da gravidade da falta. O juiz destacou que, por ora, o rigor do regime disciplinar dentro da própria unidade é suficiente para conter o ímpeto de comunicação do preso, embora a transferência para o sistema federal permaneça como uma possibilidade futura no radar jurídico.
O endurecimento do regime traz à memória a brutalidade dos crimes que levaram Edgar ao cárcere. Em fevereiro de 2023, após perder partidas de sinuca que envolviam apostas em dinheiro, ele e um comparsa protagonizaram um dos episódios mais sangrentos da história recente do estado. Armados com uma espingarda calibre 12mm, os atiradores executaram à queima-roupa sete pessoas — incluindo uma criança de apenas 12 anos — após serem alvo de piadas pelas derrotas sucessivas no jogo. A atual decisão judicial sinaliza que o Estado manterá vigilância máxima sobre aqueles que demonstram incapacidade de respeitar as regras do sistema prisional.
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